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EDUARDO COSTA


6-11-2017,
Exclusivo> Laurinda Fernandes tem 100 anos e muitas histórias para contar
Ia a pé à cidade levar água para ganhar dez tostões

Completou agora 100 anos, mas tem uma memória de fazer inveja a muitos. Laurinda Fernandes, residente em Cidacos, contou ao Correio de Azeméis alguns dos momentos mais marcantes da sua vida.


Diana Cohen

Rodeada de familiares, alguns dos quais percorreram centenas de quilómetros para estarem presentes na sua festa de aniversário, Laurinda Fernandes recordou, no passado sábado, alguns episódios da sua vida, principalmente da infância, que tem gravados na memória com muita exatidão.
Natural de Macieira de Sarnes, a centenária começou a trabalhar aos 14 anos. Trabalhava nos campos, fazia limpezas, esfregava o chão de joelhos, ia a pé levar água à cidade de Oliveira de Azeméis “para ganhar dez tostões”. “Se calhar é esse o meu segredo. Antes trabalhava-se muito, de dia e de noite, não era como agora”, diz.
Com seis filhos para sustentar e o marido no Brasil, a mãe de Laurinda não teve uma vida fácil. “O meu pai foi para lá trabalhar, mas não teve sorte e não mandava dinheiro”, conta, por isso, “ela teve de nos criar sozinha”, recorda Laurinda, que tem pena de não ter tido a oportunidade de estudar. “Não estudei e não sabia nada, mas hoje estou arrependida de não ter aprendido mais alguma coisa, já me tem feito falta”, desabafa.
O marido, conheceu-o em Cidacos, onde foi, durante décadas, “caseira” de uma conhecida família de Oliveira de Azeméis. Tiveram quatro filhos – dois casais – e a família foi crescendo. Hoje, tem seis netos, cinco bisnetos e dois trinetos.
Laurinda Fernandes, que foi sempre simpatizante do Partido Socialista, lembra-se também muito bem “do tempo de Salazar, em que se viveu muito mal”. “Andavam ‘os da PIDE’ a vigiar as casas e nem se podia ouvir as notícias de Moscovo. Ai daquele que estivesse a ouvir essas notícias. Muitas vezes tínhamos o rádio muito baixo, atrás da casa, para ninguém nos ouvir”.
Mas se destaca alguns momentos menos bons, Laurinda reconhece também que teve uma vida feliz e, quando lhe perguntam se há alguma coisa que ainda não tenha feito e gostava de fazer, diz que não. “Já passeei muito. Fui à Alemanha, vi os campos de tulipas na Holanda, estive em França. Também conheci este Portugal inteiro”.
É ainda em Cidacos que a centenária reside atualmente, com uma das filhas, Conceição Sousa, que fala da mãe com orgulho. “Ela está muito bem, só tem dores nos joelhos, mas se lhe falamos em passear, ela vai logo à frente, é a primeira a andar”, diz, entre risos.

 




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