FUNDADO EM 05 DE OUTUBRO DE 1922

DIRETOR
ANTÓNIO MAGALHÃES

SUB DIRETOR
EDUARDO COSTA


9-12-2014,
> A funcionar há já quatro anos no Hospital Distrital de S. João da Madeira
Uma Unidade de Cirurgia de Ambulatório de ‘Excelência’

Só em 2013 foram mais de 4000 os doentes intervencionados em regime de cirurgia de ambulatório na UCA de S. João da Madeira. A “qualidade” e a “segurança” dos serviços de saúde prestados fazem desta estrutura do CHEDV uma referência no país, sendo já merecedora da distinção de ‘Excelência Clínica’ atribuída pela ERS.


Contra o facto da “qualidade” e da “segurança” dos serviços de saúde prestados pela Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA) do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV), a funcionar no Hospital Distrital de S. João da Madeira, não há mesmo argumentos. Que o diga a Entidade Reguladora de Saúde (ERS) que, no âmbito do projeto SINAS (Sistema Nacional de Avaliação em Saúde – Melhores Cuidados, Melhores Resultados), distinguiu, este ano, a UCA sanjoanense com o grau de ‘Excelência Clínica’.
Para Paula Sarmento, esta distinção “veio trazer a toda a equipa [multidisciplinar] um novo ânimo para continuar a desenvolver e a melhorar o nível de qualidade dos cuidados prestados aos doentes, tendo sempre em atenção a sua segurança”. À conversa com a nossa reportagem, a coordenadora não poupou, de facto, elogios a todos aqueles que, juntamente com ela, ‘têm sido o corpo e a alma’ desta UCA inaugurada, em 2009, no Hospital Distrital de S. João da Madeira, “após terem sido efetuadas obras de adequação” (ver coluna na página seguinte).
A responsável, que, além de coordenar a UCA, é também médica anestesista, fez questão de referir todos os colegas, sem exceção, desde os cirurgiões das várias especialidades à equipa de enfermagem, mencionando ainda “os assistentes operacionais e os serviços administrativos responsáveis por toda uma logística de circuito de processos, marcação de consultas, agendamento de exames complementares, entre as várias unidades do CHEDV [Hospital de S. Sebastião (Santa Maria da Feira), Hospital Distrital de S. João da Madeira e Hospital S. Miguel (Oliveira de Azeméis)]”.
Na sua opinião, “este resultado reflete, sem dúvida, o esforço e a dedicação de toda esta vasta equipa que aqui presta serviço”.

Organização centrada no doente
Ao Correio de Azeméis, Paula Sarmento adiantou que “o caráter inovador da Cirurgia Ambulatória [CA] reside no seu modelo organizativo específico, centrado no doente, envolvendo este num circuito independente do internamento, procurando-se [com isto] ganhos em eficiência e em qualidade e obtendo-se níveis de maior humanização e satisfação dos utentes e seus familiares”.
À semelhança do que já acontece em vários países desenvolvidos – casos dos Estados Unidos da América e Canadá (65% a 70%), Dinamarca (89%), Reino Unido (62%) -, em Portugal o número de cirurgias feitas em regime de ambulatório “tem vindo a subir”. Uma subida que, como afirmou, se deve ao “esforço das várias UCA nacionais e das medidas que o próprio Ministério da Saúde tem vindo a tomar”, “como o fornecimento de medicação pós-operatória para o domicílio, colocando, assim, estes doentes em igual situação com os que, estando internados, fazem a medicação no hospital”.
Mas vantagens da CA não se ficam por aqui. De acordo com a profissional de saúde, com quem chegámos à fala, este modelo de cirurgia garante uma “baixa incidência de complicações, quer pelo menor risco de se contrair infeções hospitalares, quer pela recuperação mais rápida e pelo menor tempo de imobilização no leito, reduzindo a incidência de complicações cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, etc..”.
Ao nível organizativo, permite a “redução das listas de espera cirúrgicas, pela melhoria do acesso dos doentes à cirurgia, pelo processo de agendamento mais fácil”, assegurando, deste modo, “um aumento significativo da eficiência hospitalar”. E, em termos sociais, a recuperação no pós-operatório é “mais rápida”, possibilitando aos doentes “um retorno mais precoce às atividades diárias”.
Outro dos pontos a favor da CA é a “racionalização dos custos hospitalares, numa altura em que nos debatemos com a falta de leitos hospitalares”, devido às “circunstâncias sociais atuais como o envelhecimento da população, os picos de certas doenças infeciosas sazonais”, entre outras.

Mais de 4000 cirurgias em 2013
Neste momento, são cinco as especialidades cirúrgicas asseguradas pela UCA instalada na unidade hospitalar sanjoanense (Cirurgia Geral, Urologia, Ginecologia, Ortopedia e Oftalmologia).
Falando agora do número de doentes intervencionados ao longo destes últimos quatro anos, foram 14.559 (incluindo os deste primeiro semestre), 4073 dos quais em 2013. A título de curiosidade, note-se que, por dia (útil), têm vindo a ser feitas quase 20 cirurgias.
Outra nota digna de registo é que só é dada alta ao paciente se este tiver um adulto que o venha buscar e que se responsabilize por ele nas primeiras 24 horas após a operação. Ter um contato telefónico/telemóvel também é uma condição, visto que quer na véspera, quer no dia imediatamente a seguir à CA o doente é contatado pela UCA para saber se está tudo em conformidade.
Há ainda a possibilidade de pernoita (3.º piso do edifício), contudo, tal só acontece quando o utente é de muito longe (como, por exemplo, de Castelo de Paiva e Arouca) e é operado já tarde (bloco funciona das 08h00 às 20h00, todos os dias úteis): “Neste caso, ficam a pernoitar cá e saem no outro dia de manhã”.  
Por último, além da medicação necessária à sua recuperação, é entregue ao doente um folheto informativo com todos os cuidados a ter, após a intervenção. Note-se ainda que o mesmo dispõe de uma linha direta 24 horas – 256 379 716 (fim de semana); 256 837 515 (semana).

Gisélia Nunes

 




OUTRAS
24-5-2017»  União de Freguesias: Solução ou Problema?
23-5-2017»  MERCADO ENCERRA COM COMBINAÇÃO DELICIOSA
23-5-2017»  VILLA OLIVARIA APOSTA E PRATOS TRADICIONAIS
23-5-2017»  OLIVEIRENSE FALHOU NA FINALIZAÇÃO
23-5-2017»  ESCOLA LIVRE NO 1º LUGAR
22-5-2017»  PORQUE NÃO COMEÇAR UM NEGÓCIO DO ZERO?
22-5-2017»  98% DE SERVIÇOS DE MECÂNICA ADQUIRIDOS FORA
22-5-2017»  FUTSAL DE AZEMÉIS 'CAIU' NA SEGUNDA PARTE
22-5-2017»  OLIVEIRENSE VENCE E CONTINUA NA FRENTE
22-5-2017»  “O VÍDEO-ÁRBITRO VAI AJUDAR À VERDADE DESPORTIVA”



PESQUISA





REDACÃO:
Edifício Rainha, 8º Piso
3720-232 Oliveira de Azeméis


CONTACTOS:
Telf: 256 04 98 90 * Fax: 256 04 62 63
Tlm: 939628533


Horário Atendimento: 2ª a 6ª - 9:00h / 18:00h
email: geral@correiodeazemeis.pt


Todos os direitos reservados, 2017