FUNDADO EM 05 DE OUTUBRO DE 1922

DIRETOR
ANTÓNIO MAGALHÃES

SUB DIRETOR
EDUARDO COSTA


8-3-2016,
>Concelhia comemorou 95.º aniversário do PCP
Um partido de todos os tempos

Á semelhança do que aconteceu nos demais concelhos do País, também em Oliveira de Azeméis se assinalou o 95.º aniversário do Partido Comunista Português. A festa foi organizada pela Concelhia do PCP, tendo registado boa presença de camaradas e amigos, entre os quais Francisco Gonçalves, membro do executivo da Direção Regional de Aveiro.


Tavares Ribeiro

Na abertura, António Alves, membro da Comissão Concelhia do PCP, partilhou a alegria de festejar o 95.º aniversário do Partido Comunista Português, um jovem. É uma honra e, como tal, também é uma honra ter-vos aqui e confraternizar, no 95.º aniversário do Partido Comunista Português.

Seguiu-se Francisco Gonçalves. O membro do executivo da Direção Regional de Aveiro do PCP observou que o Partido Comunista Português comemorava os 95 anos precisamente no dia em que nasceu - 06 de março de 1921. E, curiosamente, e de uma forma diferente dos outros partidos comunistas da Europa: “Nasceu no seio do Movimento Operário e surgiu de uma necessidade de dar orientação estratégica e organização aqueles movimentos anarco sindicalistas da I República”.

Portanto, já foi há 95 anos. Estamos a falar de um tempo muito diferente do que hoje temos… “e de muitas gerações de militantes e amigos do partido que deram o melhor de si a esta causa”.


Homenagem coletiva faz sentido

Nesta altura de aniversário faz sentido a homenagem coletiva “a todos aqueles que antes de nós deram o melhor de si”.

O PCP que nasceu na tumultuosa República no seio do tumultuoso movimento operário anarco sindicalista comunista, com o terminar da primeira República, no dia 28 de maio de 1926, foi ilegalizado nesse período seguido de ditadura militar que ocorreu até à Constituição de 1933. E depois resistiu durante todo o tempo da ditadura fascista, sobreviveu na clandestinidade durante esses tempos todos, 41 anos, do Estado Novo.

Participou ativamente no processo que levou ao 25 de abril e depois no processo revolucionário que se seguiu e foi fundamental para garantir aquilo que a constituição de 1976 acabou por conseguir. “E de 76 para cá, já com a nova Constituição, fruto do processo revolucionário, fomos resistindo àquilo que chamamos contra revolução às tentativas sucessivas – ainda hoje sentida de procurar fazer um volta atrás ou desfigurar mesmo aquelas que são as conquistas de abril”.

É, portanto, um partido de todos os tempos. Sobreviveu a todo o tipo de regime. “E a marca que nos distingue dos outros partidos é a luta constante pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo português, tendo sempre como horizonte o socialismo e o comunismo”.

Este modo de estar é de luta contra a exploração, a opressão… “Essa é a nossa marca. É a marca de vida destes 95 anos”.


Futuro (in)certo

Estamos a viver neste 2016 em Portugal, um tempo algo diferente dos tempos que temos tido até aqui: “É um tempo que pode ser uma antecâmara de uma coisa muito melhor, ou não, porque ninguém adivinha o futuro”, mas importará sublinhar alguns aspetos: “Temos um governo do Partido Socialista (não é um governo de esquerda ou das esquerdas). Temos um Orçamento do Partido Socialista. E há um conjunto de constrangimentos que não chegaram à mesa do acordo pois existe a opinião do PCP e a opinião do Partido Socialista: “A questão da dívida que é monumental como todos sabemos; a questão do controlo público da Banca e outros setores estratégicos e as próprias regras da UE”.

Mas depois também é verdade e deve ser sublinhado que “foi possível, tem sido possível, será possível, no futuro dar uma volta atrás numa série de coisas: Melhorar alguma coisa ao nível de melhorar os rendimentos dos trabalhadores, seja na questão dos feriados, seja a questão da sobretaxa… ninguém hoje está, de um modo geral, pior do que antes”.

Depois da intervenção de Francisco Gonçalves houve lugar ao corte do bolo e o ‘cantar os parabéns’ ao PCP aniversariante.


DECLARAÇÕES:

“O Partido Comunista tem a sua ideologia própria, mas apoia no essencial o governo do Partido Socialista… e ultrapassados os 100 dias, já se nota que há diferenças para melhor na governação do País (…)”.

António Marques Alves, membro da Comissão Concelhia do PCP


“O PCP tem dado contributos para travar a política de desgraça para o país e ir ao encontro de novas políticas, desde o descongelamento dos salários, de maior apoio na educação, saúde… quanto a questões da Europa, da dívida, nem sequer se colocaram, pois são decisões que não se podem tomar de ânimo leve”.

António  Alves, membro da Comissão Concelhia  do PCP


 




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