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4-10-2016, LOUREIRO
Loureiro> Pároco servia também a freguesia de Ul
Padre Ricardo deixa paróquias ao fim de três anos

Numa passagem muito breve pelas paróquias de Loureiro e de Ul, o Padre Ricardo Aguiar partiu para Roma e deixou saudades entre os paroquianos, que o admiravam.


A paróquia de Loureiro encontrava-se, à chegada do Padre Ricardo, com sérios problemas de união entre os vários grupos da paróquia. Em três anos, o padre Ricardo conseguiu a união entre todos e ainda chamou a participar as várias associações da freguesia.


Em que consiste esta nova missão para que é chamado?

Certamente que, para a maioria das pessoas, o serviço que um sacerdote presta torna o seu rosto visível numa paróquia. A maioria de nós quando nos falam em padres lembramo-nos dos nossos párocos. No entanto, o ser padre não se esgota no serviço a uma paróquia. Lembro, por exemplo, os padres que servem enquanto capelães de hospitais ou militares, os formadores dos seminários, alguns professores da Universidade Católica, os padres da cúria diocesana… Neste momento, na diocese do Porto, fazem falta sacerdotes com formação académica para servirem a diocese nos lugares e nos tempos onde tal formação possa ser uma mais valia. Para obter tal formação é necessário rumar até outro país onde tal formação exista e aí dedicar alguns anos ao estudo. É o que tentarei fazer nos próximos tempos em Roma.


Volvidos apenas três anos da sua chegada, sente que este tempo foi suficiente para colocar em prática todos os seus projetos?

Se bem me lembro, quando cheguei disse que não tinha projectos. Quando se chega a um sítio novo convém conhecer primeiro e projetar depois, não sozinho, mas com as pessoas. Sendo assim, alguns dos projetos que concebemos viram a luz do dia, enquanto outros não. Mas como os projetos não eram só meus, se forem uma mais-valia para todos, hão-de ser concretizados. Nós, padres, apenas damos uma ajuda.  Por outro lado, na nossa diocese não somos nomeados por tempo definido, pelo que a nossa missão numa paróquia pode ser longa ou curta, e nós sabemos disso.


Gostaria de ter tido mais tempo? Deixa projetos por concretizar? Quais?

Estava muito bem em ambas as paróquias e, por isso, naturalmente, se tivesse estado nelas mais tempo iria tentar concretizar outros projetos com o mesmo gosto e vontade que até então. O maior projeto, e que o será sempre, é construir a igreja das pedras vivas. Nesse projeto procuramos investir, sabendo que nunca estaria pronto.  Por isso nos empenhamos na catequese, nos jovens, nos idosos e doentes e no acompanhamento das pessoas. Por isso nos empenhamos em que cada um se sentisse paroquiano e, sobretudo, filho de Deus.


Deixa, com toda a certeza, uma paróquia diferente daquela que encontrou, quer fala-nos um pouco disso?

A passagem de um pároco por qualquer lugar traz algo de novo. Nalguns casos, as coisas notam-se logo; noutros casos só passado algum tempo. Sendo assim, naturalmente, que tentei construir a tal igreja das pedras vivas, acrescentando o melhor que tinha e sabia. De modo muito realista, sei bem que esta igreja não começou comigo, nem comigo ficou totalmente construída. Dei o meu melhor e por isso parto com o sentimento de que a minha passagem foi apenas mais uma ajuda nessa construção.


É uma pessoa querida na freguesia, o que sente neste momento desta paróquia e dos seus paroquianos?

Sempre me senti muito bem acolhido em ambas as paróquias. Depois de anunciar que iria ter uma nova missão, as pessoas carinhosamente me fizeram sentir a sua amizade. Devo dizer, também, que nestes dias as pessoas foram de uma amabilidade extrema para comigo. Palavras e gestos que guardarei com muita amizade. Da minha parte, desde sempre procurei amar cada um ao jeito de Jesus. Com certeza nem sempre o consegui. Aproveito para agradecer a todos a amizade, o acolhimento, a colaboração e toda a disponibilidade que testemunhei nestes três anos. Aproveito também para desejar ao senhor Padre Dinis um óptimo e frutuoso ministério ao serviço deste rebanho que lhe é agora confiado.

Manuel Terra



 




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