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DIRETOR
EDUARDO COSTA


4-7-2017, PINHEIRO DA BEMPOSTA
Pinheiro da Bemposta> Alemão aposta na vila e abre albergue para turistas e peregrinos
MOINHO RENASCE COMO HOSTEL NO MEIO DA NATUREZA

Está inserido no verde da natureza, onde não há poluição no ar nem ruído de carros. Ali reina a tranquilidade e ouve-se o correr – sem qualquer pressa – da límpida água no rio e dos passarinhos a chilrear. Esta é a envolvência do hostel/albergue Moinho Garcia, num espaço que, se calhar, poucos conhecem.


Ana Catelas

As setas que indicam a existência de um hostel no Pinheiro da Bemposta começam a gerar curiosidade entre pinheirenses e não só, que as seguem e são levados ao lugar do Fundo do Pinheiro, mais propriamente à Rua do Garcia, onde encontram uma casa vedada e que não deixa antever a beleza que vai lá dentro. Por um acesso de terra batida chega-se àquilo que, em tempos, foram uns moinhos e hoje são um albergue para turistas e, sobretudo, para peregrinos. Ali, a paisagem é idílica. Os frutos coloridos das imensas árvores quebram o manto verde que ali existe e cuja sombra faz a delícia dos visitantes nesta época de verão. O rio com cachoeira, onde os hóspedes podem tomar banho, funciona como uma espécie de praia privada e os terraços com mesas para refeição ou para simples convívios espalhados pela área compõem o cenário de excelência para uns dias de descanso e meditação na natureza.

Nikolaus Gildemeier é o autor deste arrojado projeto na vila pinheirense. Chegou da Alemanha há um ano já com este negócio em vista e depois de ter vendido a sua casa em Munique. “Não quis guardar o dinheiro no banco. Queria investir”, começou por explicar este engenheiro agrónomo e jornalista, de 49 anos. Com um português já fluido, esta não foi a primeira vez que Nikolaus chegou ao nosso país. Foi há mais de duas décadas que pisou, pela primeira vez, o solo português com o objetivo de fazer o trabalho de final de curso. Assentou arraiais entre o Alentejo e o Algarve durante seis meses, tempo suficiente para levar Portugal no pensamento. Agora voltou. E para ficar.


Antigas mós dão graça aos quartos

“Em Espanha, as propriedades eram mais caras do que aqui”, afirmou após uma análise prévia aos dois mercados através da internet. No Pinheiro da Bemposta, foi encaminhado ao Moinho Garcia. Desde logo, ficou encantado com o espaço que, além dos moinhos, tem também aquela que é a sua casa. Portanto, o sítio ideal para dar ‘asas’ ao seu sonho. Pôs mãos à obra e, perante as dificuldades que encontrou para adquirir o mobiliário que tinha imaginado, decidiu ele mesmo proceder à reconstrução do moinho e à sua decoração. Os beliches são feitos com eucaliptos e paletes sustentados numa estrutura, essa, comprada. As antigas mós continuam a fazer parte da decoração do quarto maior, onde estão seis camas, e as janelas baixas, protegidas por rede, deixam entrar o som da água a correr no rio como se não houvessem paredes. Neste moinho existe, ainda, no piso de baixo, um quarto de casal e um banheiro compartilhado com três chuveiros, duas casas de banho e máquina de lavar roupa. O piso superior é composto por uma cozinha colectiva, onde todos os hóspedes podem cozinhar e partilhar refeições. Aqui existe mais um quarto com quatro camas pronto a ser dividido por viajantes que podem até nem se conhecer, já que este é o conceito mais genuíno de um hostel: um tipo de acomodação que se carateriza pelos preços convidativos e pela socialização dos hóspedes, já que os dormitórios, casa de banho e cozinha são, na maior parte das vezes, partilhados por todos.

A área exterior do hostel, onde tem grelhador e forno, já começa a ser procurada também para a realização de festas como baptizados, comunhões ou outro qualquer evento. “As pessoas vêm cá conhecer e ficam admiradas com o que veem. Há muita gente do Pinheiro da Bemposta que não fazia ideia da existência deste espaço”, revela, espantado, o investidor do albergue que abriu portas há um mês e já começa a receber os primeiros clientes através de um site de reservas na internet. “Os vizinhos gostam muito e estão contentes por esta propriedade ter ganho, novamente, vida”, reconheceu Nikolaus Gildemeier para quem este espaço tem “cada vez mais potencial”, incluindo para as gentes locais, uma vez que já há quem o procure para servir de inspiração para escrever um livro.


 




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