FUNDADO EM 05 DE OUTUBRO DE 1922





DIRETR
EDUARDO COSTA


11-7-2017, OSSELA
Ossela> Pauliteiros são conhecidos como ‘Os Racha-Cabeças de Oliveira de Azeméis’
"SEM SANGUE NÃO ERA A MESMA COISA"

A dança tradicional d’ Os Pauliteiros foi inventada nos anos 50, por um jovem natural de Ossela, e perdura até aos dias de hoje.


A brutalidade que tanto caracteriza ‘Os Pauliteiros de Ossela’ foi sendo trabalhada ao longo dos anos, nunca numa vertente filosófica inerente à dança, mas sim pelo amor à camisola. Hoje, é parte do espectáculo. “A agressividade não surge com o objetivo de nos aleijarmos uns aos outros, mas por vezes lá acontece e há sangue! Eu até costumo dizer que não é uma boa atuação sem sangue”, diz Carlos Cerejeira, presidente do grupo, entre risos. “Felizmente nunca parti um dedo, porque nunca fui muito dançarino. Ensaiei umas vezes [a dança], quando era mais novo, mas nunca cheguei a essa posição.”.

O mesmo não poderá dizer Saúl Pina, o tesoureiro, que conta um episódio que o marcou. “Temos marcas, claro. Mas não podemos desanimar nem andar picados uns com os outros”, declara em tom pragmático. “A gente, ali dentro, dá-lhe mesmo tudo, mas é tudo dentro do programa, vem com o pacote. Eu já fui marcado, um colega mandou-me um pau na testa e não gostei mesmo, tive de encostar e fiquei chateado, mas depois isso passa”, conclui, bem disposto.

Pauladas na testa, cabeças rachadas e até dedos partidos em nome do espectáculo. “Já aconteceu um elemento ir parar ao hospital. Um pau partiu e rachou-lhe a cabeça”, lembra Jorge Ferreira, um dos dançarinos. “Também já me aconteceu partirem-me um dedo. Às vezes, o pau bate nos dedos e parte…são coisas que acontecem”, conta, descontraidamente, entre sorrisos.


Por todo o país e até pelo estrangeiro

Enquanto permanece vivo, o grupo não pára de dar cartas, seja em Portugal ou no estrangeiro. Em território nacional, já calcorrearam o país de uma ponta à outra. No estrangeiro, também já picaram o ponto. “As que mais me marcaram foram as duas vezes que fomos aos Estados Unidos da América, uma em 92 e a outra em 96. Também gostei muito das três vezes que fomos a Andorra”, recorda Saúl Pina.

O grupo também já marcou presença em Espanha e em França, primando sempre pela diferença. “Quando vamos para uma atuação, somos sempre um pouco diferente dos outros grupos, apesar de cada um ter o seu valor, mas nós somos um folclore diferente e por onde andamos, a malta gosta d’Os Pauliteiros”, conclui.



 




OUTRAS
OSSELA
12-9-2017»  FESTA DA NOSSA SENHORA DA LAPA MANTÉM VIVA A TRADIÇÃO
5-9-2017»  “IREMOS FAZER MAIS POR OSSELA”
5-9-2017»  JOSÉ SANTOS PROMETE TRABALHAR POR TODOS OS OSSELENSES
29-8-2017»  FESTIVAL DE ROCK AGITA O VADIA BREWPUB
11-7-2017»  FESTIVAL FOLCLÓRICO VAI NA 35.ª EDIÇÃO
7-3-2017»  Estreitamento de via obriga a manobras difíceis
18-10-2016»  Campeonato de boccia promove envelhecimento ativo
27-9-2016»  Empresa criou medidas para estimular novos funcionários
26-9-2016»  Prisão efetiva para homem que assaltou posto médico
9-8-2016»  Atleta paralímpico inspira mural



PESQUISA




Estatuto Editorial O Correio de Azeméis, no cumprimento duma obrigação legal, renova o conteúdo do seu Estatuto Editorial, na mesma linha que orientou as décadas que leva de publicação ininterrupta, de colocar os verdadeiros interesses do con­celho de Oliveira de Azeméis como sua prioridade inquestionável, não se misturando com os interesses de grupos, nomeadamente políticos. O Correio de Azeméis renova o com­promisso de respeitar os princípios deontológicos da imprensa e a ética profissional, de modo a não poder prosseguir apenas fins comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores, encobrindo ou detur­pando a informação.




REDACÃO:
Edifício Rainha, 8º Piso
3720-232 Oliveira de Azeméis


CONTACTOS:
Telf: 256 04 98 90 * Fax: 256 04 62 63
Tlm: 939628533


Horário Atendimento: 2ª a 6ª - 9:00h / 18:00h
email: geral@correiodeazemeis.pt


Todos os direitos reservados, 2017