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DIRETR
EDUARDO COSTA


8-8-2017,
> Corporação conta com 35 anos de história
BOMBEIROS ESTREITAM LAÇOS COM A COMUNIDADE

Os Bombeiros Voluntários de Fajões comemoraram recentemente 35 anos ao serviço da comunidade. Em entrevista à Azeméis FM, o comandante da corporação, Ricardo Guerra, destacou o potencial dos bombeiros que orienta, as ambições de alargamento e requalificação do quartel, mas também a política de proximidade com a população que tem vindo a ser cultivada.


Filipa Gomes

A comemoração de 35 de vida é, para o comandante Ricardo Guerra, um “patamar muito marcante” na história da instituição, que nasceu como secção dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, emancipando-se mais tarde graças ao seu crescimento. “Estes 35 anos espelham o crescimento do fator humano, do corpo dos bombeiros e de toda a população que nos ajuda e quer bem. É fundamental termos o apoio da população e queremos abrir mais a nossa casa, porque ela não é só dos bombeiros ou dos sócios, é de toda a gente. Queremos dar a população o que ela nos dá a nós”, refere.

Atualmente com 88 elementos, oito deles formalmente apresentados como bombeiros nos festejos dos 35 anos, a corporação tem visto crescer também o número de mulheres (hoje em dia são 15) que decidem dedicar o seu tempo a ajudar a comunidade. “É sinal de que querem estar presentes, que têm potencial e que conseguem fazer o mesmo que os homens”, realça.

No que toca a meios, o quartel possui 28 veículos, uma frota recentemente reforçada com a inauguração de duas ambulâncias. Uma novinha em folha, outra recuperada depois do acidente ocorrido em setembro do ano passado a caminho de uma ocorrência.

Para ingressar na carreira de bombeiro, é necessária no mínimo a escolaridade obrigatória e 300 horas de formação. O grau de exigência a que esta atividade está sujeita é cada vez maior, afirma Ricardo Guerra, que sente que vestir a pele diariamente a pele de bombeiro implica grande estofo emocional. “Temos de ter um grande apoio da família, pois estamos muitas vezes horas e dias sem contacto, principalmente na altura dos incêndios”, explica.

Da atividade anual da corporação, cerca de 90 por cento traduz-se em ocorrências hospitalares, incêndios urbanos, salvamento de animais e transporte de doentes, afirma Ricardo Guerra, uma atividade que não cessa quando há incêndios florestais. “Não podemos parar, porque o resto da população tem de ser servida, o transporte de doentes tem de continuar a funcionar. Temos a parte operacional dos incêndios e a outra parte, com consultas e fisioterapias que as pessoas não podem faltar, por isso precisamos de ter um grande jogo de cintura”, esclarece.


Quartel sofre reabilitação 20 anos depois

Prestes a completar um ano no comando dos bombeiros, Ricardo Guerra, bombeiro desde os 16 anos, é um timoneiro satisfeito com a equipa que orienta: “Estão sempre disponíveis e têm demonstrado as suas capacidades, têm muita garra, são bombeiros de alma e coração e é muito enriquecedor sentir que os tenho ao meu lado. Devo também um agradecimento especial à direção do corpo de bombeiros”.

Na mira dos bombeiros está a ampliação e remodelação do quartel dos bombeiros, uma obra estimada em cerca de meio milhão de euros e que será subsidiada a 85 por cento pelo POSEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos. “Envolverá a ampliação do parque de viaturas, os balneários masculinos e femininos, a remodelação das salas operacionais e da central de comunicações, que tem alguns anos e requer obras de fundo”, aponta. Olhando para o percurso trilhado e focando-se no horizonte da corporação, Ricardo Guerra projeta outras metas da corporação: “Queremos aumentar o nosso potencial humano, estamos com vontade de iniciar uma nova escola após a época florestal, criar um posto de emergência médica no nosso corpo de bombeiros e comprar um novo veículo urbano de combate a incêndios”.


 




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