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DIRETR
EDUARDO COSTA


8-10-2017,
TT> Piloto oliveirense chegou ao fim da prova
Rebelo Martins com objetivo cumprido no Panafrica Rally

João Rebelo Martins fez a sua estreia em pistas africanas, disputando pela primeira vez uma competição de todo-o-terreno fora de Portugal. No final do Panafrica Rally 2017, a dupla cumpriu o objetivo a que se propôs: terminar esta grande competição africana.


João Rebelo Martins tornou-se no primeiro português a competir de SSV numa prova africana e teve a seu lado o também estreante em África, Valter Cardoso, um navegador de créditos firmados nos Ralis e no TT nacional. Ao terminar a quinta e derradeira etapa de 106 quilómetros cronometrados na terceira posição entre os SSV, o piloto natural de Oliveira de Azeméis conquistou o quarto posto na classificação geral da sua categoria na 14ª edição do Panafrica Rally.

A dupla João Rebelo Martins e Valter Cardoso, aos comandos de um Yamaha YXZ 1000R, conquistou por duas vezes um terceiro lugar nesta competição.

“Eu e a Vettra Motorpsort encarámos o Panafrica Rally como uma aprendizagem, dado ser a primeira prova internacional de todo-o-terreno para todos. Foram seis dias em que o objetivo principal era o de terminar a prova, porque as dificuldades foram mais do que muitas: perdemo-nos, atascamos o carro, problemas mecânicos, furos. Tivemos de tudo um pouco e conseguimos superar as dificuldades”, recordou o piloto oliveirense, salientando que o quarto lugar final e o “gosto de termos liderado duas etapas foi um prémio saboroso para quem não sabia o que tinha que encontrar em terras marroquinas”.

O Panafrica Rally decorreu entre 23 e 30 de setembro. O percurso contou com um prólogo e cinco etapas uma das quais maratona, num total de mais de 1300 kms que percorreram uma diversidade de paisagens e de terrenos a oscilar entre dunas e pistas duras e rápidas.


Prólogo

Foram 58 km de pistas de areia e alguma pedra, sendo que os primeiros 5 km foram feitos sobre dunas e erva de camelo e os últimos sob muito pó que impediam a visão. Era uma etapa rápida e desde logo a dupla portuguesa percebeu que não tinha velocidade de ponta para os Polaris e Can Am. Mesmo assim alcançaram o terceiro lugar e caso não se tivesse perdido num rio seco, poderia ter alcançado um lugar melhor.


1ª Etapa

A etapa desenrolou-se para norte, contabilizando 204 km de pista de areia e pedra.

Nos primeiros 30 km, João Rebelo Martins rodou em primeiro, numa zona mais técnica. Daí para a frente, entrando-se em zonas rápidas, Carlos Checa ‘saltou para a frente’ e aumentou a vantagem.


2ª Etapa (maratona)

250 km para a zona de Rissani, em pistas de areia e lagos secos usados em muitas edições do Dakar e onde o piloto oliveirense tinha passado em abril, numa viagem da Roadgalaxy Touring.

Um erro da organização - com o sistema de navegação e GPS Stella - levou-os a arrancar e a ter que voltar à partida. Aí, um erro de pilotagem levou a que capotasse o Yamaha, tendo empenado a direção. Desempenada no momento, os 250 km foram duros, rodando na hora do calor e com andamentos muito rápidos, penalizando o Yamaha na velocidade de ponta ( 120 km/h contra quase 140 Km/h dos adversários).

A etapa terminou no meio do deserto, tendo os pilotos que pernoitar lá e fazer a assistência às máquinas.


3ª Etapa (maratona)

João Rebelo Martins e Valter Cardoso arrancaram na 4ª posição e logo no início passaram para terceiro, rodando no pó do segundo classificado. Num percurso cheio de armadilhas, embateram numa pedra com a roda que tinha sofrido um empeno no dia anterior. A partir desse momento, a dupla portuguesa teve que parar e desempenar o carro, parando três vezes e excedendo o tempo permitido. O único objetivo para esse dia foi o de levar o carro até à assistência, porque não havia nada a fazer. Tiveram uma penalização de 7h e 30 minutos por isso mas, dada a dureza da prova, não foram os únicos.


4ª Etapa

A etapa mais longa do Panafrica e a primeira a ter dunas. Como não havia nada a perder, a Vettra Motorsport decidiu retirar um pneu sobressalente ao Yamaha (inicialmente levavam dois), retirar o aileron dianteiro e recolocar as rampas noutro sítio. Com isso retirou-se peso e ganhou-se aerodinâmica.

Arrancando de penúltimo, na parte inicial da etapa, João Rebelo Martins conseguiu alcançar Carlos Checa que tinha arrancado muitos minutos à frente, rodando junto do ex-campeão do mundo de superbikes durante 20 km nas dunas enormes do Erg Chebbi. A apenas 5 km do final o veículo ficou enterrado numa duna e foram precisos uns longos 40 minutos para retirar o Yamaha da areia. O tempo foi crucial para o desenrolar da etapa: em 300 km perderam uma hora para Carlos Checa, equivalendo ao tempo de retirar o carro das dunas e à mudança de uma roda, a 20 km do final da especial.


5ª Etapa

A última etapa do Panafrica Rally 2017 foi a mais curta, com ‘apenas’ 106 km, acrescidos de 110 km de ligação. Dos 106 km, 70 km eram de dunas. Na ligação, numa pista paralela à etapa do dia anterior, o Yamaha ficou sem travões, obrigando João Rebelo Martins a dominar a máquina naquelas difíceis condições. Num sobe e desce constante, João Rebelo Martins e Valter Cardoso terminaram a etapa no terceiro lugar e alcançaram o quarto lugar no Panafrica Rally 2017. O vencedor foi Carlos Checa.


Declarações Luís Borges:

Estamos com o João Rebelo Martins desde 2012 e foi com grande satisfações que evoluímos ao longo de 6 dias em pistas completamente desconhecidas.

O Yamaha portou-se muito bem, não dando problemas de maior ao longo das etapas.

A nossa equipa fez um trabalho excelente no carro e estão todos de parabéns.


 




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