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DIRETR
EDUARDO COSTA


6-11-2017,
> Sócios voltam a chumbar as contas da Direção cessante
Ex-presidente assume má gestão no Cesarense

Dois meses depois, os sócios do Cesarense voltaram a chumbar as contas apresentadas pela Direção cessante na longa Assembleia Geral realizada na passada sexta-feira. A dívida é de 72 mil euros, mas segundo as contas feitas no momento, e tendo algumas receitas como certas, ela poderá ser de 28 mil euros.


Ana Catelas

Apesar dos contantes alertas do presidente da Assembleia Geral cessante, Ângelo Silva, para os problemas que podem resultar de mais um chumbo às contas do Cesarense, nomeadamente a impossibilidade do clube receber subsídios, as contas referentes à época 2016/17 receberam o ‘cartão vermelho’ com 24 sócios a votarem contra, incluindo a atual Direção, e tiveram apenas 14 votos favoráveis numa altura em que, devido ao adiantado da hora, muitos associados já tinham abandonado a sala no Estádio do Mergulhão.
O relatório de contas apresenta um saldo negativo de 72 mil euros. Perante este cenário, o ex-presidente, que reconheceu que fez uma “má gestão” no clube, garantiu que vai pedir um empréstimo bancário no valor de 25 mil euros, sendo que desta verba serão pagas as contas à Indaqua e às finanças, no valor de cerca de 15 mil euros, e o restante será para abater na dívida a particulares, um valor que ronda os 17. 200 euros. Conforme as contas feitas nesta assembleia, que mais uma vez se revelou inconclusiva perante este problema, subtraindo também uma verba a receber da Associação de Futebol de Aveiro (8 mil euros) e outra da Federação Portuguesa de Futebol (11 mil euros), o total da dívida ficaria reduzido a cerca de 28 mil euros. Perante estes números, uma sugestão apresentada por alguns dos presentes foi a renegociação com alguns credores do clube de forma a baixarem os valores que têm a receber por serviços prestados ao clube.
Com várias intervenções, Ângelo Silva, ex-presidente da Assembleia Geral do clube, apelou ao “bom senso” e “capacidade de encaixe” na resolução desta “situação inédita” no Cesarense e, por diversas vezes, frisou que a dívida é do clube, embora reconhecendo que ela advém de uma “gestão menos conseguida da anterior Direção, que tem de ser responsabilizada pela situação”. Este associado lembrou ainda que quem está numa Direção não está livre de tal também lhe poder acontecer. Já em cima da colocação a votos das contas da anterior Direção, Ângelo Silva voltou a afirmar que “é preciso perceber se a atual Direção quer continuar com as contas aprovadas ou então não aprovar as contas e ter as consequências disso. Só há dois caminhos para o clube: ou para ou continua”.
O associado Franquelim Freitas sugeriu a criação de uma comissão para ir às empresas pedir apoios, mostrando-se disponível para integrar esse grupo, embora pouco depois tenha voltado com a palavra atrás, após ouvir as palavras do atual presidente do clube. “A solução não passa por pedir apoios às empresas, porque quem contribuir para esta dívida depois não vai contribuir para a atual Direção”, alertou Paulo Santos. O sócio Luís Caxana propôs uma comissão entre a atual e a anterior Direção de forma a angariarem verbas para reduzir a dívida, sugerindo, para tal, a organização de eventos.
Perante a pressão de que foi alvo nesta assembleia geral, o presidente cessante, Pedro Rodrigues, admitiu estar “muito revoltado” com toda a situação e afirmou não conseguir “encontrar mais nenhuma solução”.

“Só espero que se arranje solução para esta dívida. Fico triste e magoado com esta situação. Todos temos que tentar ajudar o Pedro e o Armando a eliminar esta dívida”.
Luís Pinho, presidente da Assembleia Geral

“Sinto-me um sócio enganado, porque há quatro meses foi dito que a Direção anterior deixaria as contas a zero. Se eu soubesse que a dívida era de 72 mil euros possivelmente não estaria aqui hoje. Isto que se está a fazer não dignifica o Cesarense nem a nossa terra”.
Pedro Freitas, vice-presidente

“Assumo o erro de gestão financeira que fiz no percurso enquanto fui presidente. Quando referi que deixaria o clube com as contas a zero fi-lo no âmbito nos valores que tinha para pagar e para receber. No outro orçamento estavam receitas que o clube devia lutar por elas, mas agora fui aconselhado a não as manter neste documento”.
Pedro Rodrigues, presidente cessante

“Em relação ao parecer do Conselho Fiscal, e porque o mais importante é a continuidade do Cesarense, a continuidade de poder receber subsídios, o Conselho Fiscal entende que as contas devem ser aprovadas”.
Bruno Rocha, presidente cessante do
Conselho Fiscal


“Se as contas não forem aprovadas, o clube não pode fazer mais nada. Eu sei que existe uma dívida, mas as contas têm que ser aprovadas”.
Jorge Pinho, ex-presidente da Assembleia Geral

 




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