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DIRETR
EDUARDO COSTA


13-11-2017,
Exclusivo> Fajões: Mulher com esclerose múltipla pede apoio
Continua à espera de ajuda

Enquanto luta contra os efeitos da doença que lhe foi diagnosticada há 18 anos, Maria Natália Bastos mantêm viva a esperança de conseguir reunir o dinheiro necessário – 60 mil euros - para ser submetida a um tratamento na China.


Diana Cohen

Cerca de nove meses após ter divulgado o caso de Maria Natália Bastos, que enfrenta uma doença degenerativa e pretende ser tratada numa clínica na China, onde é desenvolvida uma terapia que promete melhorias, o Correio de Azeméis voltou a contactar a mulher residente em Fajões, mas as notícias não foram as melhores. Desde que foi lançada a campanha de angariação de fundos, Maria Natália, que necessita de cerca de 60 mil euros, conseguiu juntar muito pouco.
“Na altura, houve três ou quatro pessoas que colaboraram, deram 20 euros cada uma, mas depois não houve grande desenvolvimento”, lamentou. Apesar disso, ainda não desistiu. “Gostava muito que me ajudassem porque o meu sonho é poder fazer esse tratamento. É o único que me pode ajudar a melhorar”, disse Maria Natália, que detetou os primeiros sinais de esclerose múltipla em 1998.
Começou por usar uma canadiana e, dois anos depois, a doença atacou-lhe os músculos e articulações e passou a usar duas. Em 2005 passou para uma cadeira de rodas e, à medida que o tempo passa, a doença continua a progredir. “Os sintomas têm piorado. Há cerca de dois meses, de madrugada, acordei com muitas dores na zona abdominal e pensei que ia morrer. Levaram-me para o hospital e, com medicação, melhorei, mas foi preciso muito tempo, porque foi um problema grave”, recordou.
Disposta a lutar por dias melhores, a antiga comerciante, que conta com o apoio da mãe, septuagenária, e do Centro Social de Fajões, continua determinada e com esperança de ser submetida ao tratamento com células-tronco (ver caixa). E como não dispõe de recursos financeiros que lhe permitam concretizar esse sonho, apela à ajuda de todos para conseguir juntar a quantia de que necessita (NIB 000706230009232000407).
 “É um tratamento dispendioso porque serão necessárias intervenções em cada uma das zonas do corpo afetadas. Para além disso, é preciso pagar as estadias e viagens”, explicou.

> Aplicação de células-tronco

Tratamento promete travar o avanço da doença
As células-tronco prometem as clínicas e hospitais asiáticos que as utilizam, são utilizadas para tratar esclerose múltipla, mas também paralisia cerebral, esclerose lateral amiotrófica, Parkinson, Alzheimer, distrofias musculares, lesões medulares (paraplegia e tetraplegia), acidente vascular cerebral, hipoplasia do nervo ótico, diabetes, epilepsia e até autismo.
“A característica mais notável da célula-tronco é a sua capacidade de reproduzir uma célula completamente nova, normal e até mesmo mais jovem. Como resultado, as pessoas podem usar suas próprias células-tronco, as de outra pessoa, ou células-tronco de tecidos e órgãos para substituir tecidos e órgãos doentes ou envelhecidos”, indica a página da Internet de um laboratório chinês.
A clínica onde Maria Natália Bastos quer ser tratada fornece células-tronco de duas fontes: do sangue do cordão umbilical e do tecido do cordão umbilical. As células são injetadas em grande quantidade através de intervenção intravenosa e punções lombares, sendo o tratamento acompanhado de fisioterapia.
Nos casos de esclerose múltipla, o método “pode, potencialmente, trazer melhorias na função motora, sensibilidade, equilíbrio, coordenação, dor neuropática, fadiga, visão, tremores, controle do intestino e bexiga”.
O tratamento é, contudo, motivo de esperança para os doentes e de ceticismo para os cientistas.

 




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