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DIRETR
EDUARDO COSTA


13-11-2017,
> Partidos refletiram sobre os resultados das eleições autárquicas e abstenção
“Em 2030 teremos 20 por cento das pessoas a eleger o líder do seu município”

Oliveira de Azeméis continua alinhado com a média nacional de abstenção. No programa ‘Politicamente Correto’ da Azeméis FM, Rui Cabral (PS), Nuno Pires (PSD) e António Pinto Moreira (CDS-PP) admitiram que são vários os fatores para a abstenção, entre eles o desalinhamento dos cidadãos com a política, mas também a falta de modernização do ato eleitoral.


O primeiro programa ‘Politicamente Correto’ depois das eleições autárquicas centrou-se na análise dos resultados eleitorais e, sobretudo, na taxa de abstenção, com o escrutínio de dados de atos eleitorais desde 2009 (ver caixa). O facto de algumas pessoas não estabelecerem vínculos na localidade onde residem e, por isso, não adquirirem interesse em votar, estarem fora em viagem, não poderem naquele dia deslocar-se até às urnas e o insuficiente apelo ao voto por parte dos próprios políticos foram algumas das razões elencadas aos microfones da Azeméis FM que explicam os valores da abstenção.
Resumidamente, a opinião dos três partidos políticos com representação na Câmara e Assembleia Municipais é unânime quanto à crise dos votos. “A continuar assim em 2030 teremos cerca de 20 por cento de pessoas a eleger o líder do seu município, da sua freguesia ou do seu país, e os outros 80 por cento resignados com o facto de quem ganha é que gere as coisas”, considerou Nuno Pires (PSD).
Durante o programa, os representantes do PS, PSD e CDS-PP apontaram que o aumento da abstenção, entre 2009 e 2013, é superior nos municípios e nas Uniões de Freguesia quando comparado com a afluência às urnas em freguesias singulares. Rui Cabral (PS) declarou que “as uniões de freguesia trouxeram mais constrangimentos e mais gastos do que propriamente ganhos” e apontou a causa para uma taxa de abstenção maior nas uniões: “As pessoas estão mais distantes do seu representante eleitoral e, ao estarem mais distantes, se calhar não vão votar”.
Apesar de existir um crescimento no número de eleitores mais jovens, nem sempre se verifica que estes se interessem pela política, referiu o militante do PSD. Por isso mesmo, António Pinto Moreira (CDS-PP) acredita estar na altura de uma reforma digital, um ajuste tecnológico face a uma sociedade na era dos Ipads, achando mesmo que os métodos convencionais estão fora de moda: “Está na altura de haver um simplex para o ato eleitoral”, referiu, lamentando, no entanto, que se continue “a seguir os cânones tradicionais físicos em que tudo é muito papel”.


“São muitas vezes as pessoas que exigem, as mesmas que não participam na escolha das pessoas”.
Rui Cabral (PS)

“Há países em que o voto já é obrigatório e há países em que há perda de direitos no caso de não votar”
Nuno Pires (PSD)

“Ainda está enraizada uma certa revolta e um certo ajuste de contas em relação à abstenção. Há uma vontade de castigar o governo.”   
  
António Pinto
 Moreira (CDS-PP)


Abstenção desceu, mas continua mais alta do que em 2009
Em 2009 o país sofreu uma abstenção na ordem dos 40 por cento, enquanto em Oliveira de Azeméis a taxa se fixou em 35 por cento. Já em 2013 Portugal assistiu a um aumento de sete por cento no número de eleitores não votantes e no concelho a afluência às urnas situou-se em 43 por cento.
Este ano, a abstenção desceu no panorama nacional, fixando-se, aproximadamente, em 45 por cento, tendência acompanhada pelo município, que registou uma taxa de abstenção de 40,79 por cento.


 




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