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DIRETOR
EDUARDO COSTA


11-12-2017,
> Jorge Oliveira já perdeu 105 atletas nos fios de alta tensão no espaço de um mês e meio
Columbófilos veem pombos a morrer e época em risco

Em Loureiro, os pombos dos columbófilos têm vindo a morrer nos fios de alta tensão. Jorge Oliveira dá voz a esta situação que espera ver resolvida para não continuar a causar prejuízos aos amantes desta modalidade. Só no espaço de um mês e meio, o columbófilo já perdeu mais de uma centena de pombos.


Ana Catelas

A dedicação é grande e o investimento é ainda maior para os columbófilos que almejam conquistar títulos a cada época que passa. É o caso de Jorge Oliveira, que este ano importou pombos de reprodução da Alemanha e da Bélgica, e corre o risco de não conseguir competir com as suas crias e, consequentemente, não retirar proveito do investimento feito. Isto porque os pombos têm vindo a morrer nos fios de alta tensão, que se encontram nas traseiras do pombal, cada vez que são soltos para os treinos diários. O columbófilo, que na última campanha se sagrou campeão da geral em Válega e nos últimos dez anos foi seis vezes campeão em várias sociedades, já alertou as entidades competentes para tentar reverter a situação, mas até agora não recebeu a resposta desejada. “Já mandei mails à EDP, REN e Cooperativa Elétrica de Loureiro. A Cooperativa demonstrou vontade para fazer alguma coisa, a REN nem respondeu, a EDP mandou cá dois engenheiros, mas disseram que não é da alçada deles”, lamentou Jorge Oliveira, residente no lugar do Faial, em Loureiro, e onde já viu morrer mais de uma centena de pombos.
“Estou neste pombal há um ano. Há um mês e meio comecei a soltar os pombos novos e eles começaram, inexplicavelmente, a correr para a parte de trás do pombal, onde estão os fios de alta tensão”, explicou Jorge Oliveira, acrescentando que este problema tem solução. “Bastava colocar sinalização nas linhas, os chamados espanta pássaros. É uma questão de boa vontade e monetária, também”.

“Quando as solto fico sempre com o coração nas mãos”
Quando o columbófilo fez o recenseamento para 2018 tinha 325 pombas. Um mês e meio depois, Jorge Oliveira contabiliza apenas 220. “Nem dá gosto metê-las a treinar e quando o faço fico sempre com o coração nas mãos”, afirmou o loureirense, explicando que algumas vão morrer a casa, outras são os vizinhos que as vão entregar já mortas, ficando outras caídas nos terrenos nas imediações do pombal. Diariamente, estes atletas voam entre 45 minutos a uma hora. Jorge Oliveira teme ver alguns dos seus melhores pombos, como por exemplo um que se classificou entre os dez primeiros entre 2500 pombos e outro que foi o melhor do pombal, perderem a vida nos fios elétricos. “Em termos desportivos ficaria mais fraco. Em termos financeiros, a perda seria incalculável”, disse, preocupado, o columbófilo.
Jorge Oliveira entra sempre para uma nova campanha desportiva com o objetivo de ser campeão, mas a época que se avizinha não se adivinha fácil. “A columbofilia pode ser comparada ao futebol. Se perco os melhores atletas não vou poder lutar com as mesmas armas dos adversários”, explicou o columbófilo, revelando que a referida linha de alta tensão afeta cerca de uma dezena de columbófilos naquela zona.
A pré-época da columbofilia já arrancou este mês e o primeiro treino oficial está marcado para o dia 10 de fevereiro, enquanto a primeira prova será realizada a 25 de fevereiro. “A minha esperança reside nos pombos mais velhos”, adiantou Jorge Oliveira, que durante a campanha levanta-se às 05h00 da madrugada para se dedicar à limpeza do pombal e ao tratamento dos pombos. “Serão cerca de seis horas por dia que dedico à columbofilia”, afirmou o columbófilo, que apela à ajuda para resolver esta situação (contacto: 916 890 035 ou pelo email jocolumbofilia@gmail.com).


 




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