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DIRETOR
EDUARDO COSTA


15-1-2018,
> Psicóloga alerta para aumento de violência no namoro, crime público punido por lei
“A violência nunca é uma forma de amar”

O número de casos de violência no namoro tem vindo a aumentar e, em Portugal, um em cada cinco jovens é vítima deste tipo de comportamentos. Esta foi uma das informações transmitidas pela psicóloga Matilde Dias no âmbito de uma conferência que juntou pais, encarregados de educação, jovens e até crianças interessados na temática na Escola Secundária Ferreira de Castro.


Diana Cohen

Dados revelam que, na maioria dos casos, a violência é exercida por homens, fenómeno que, de acordo com a psicóloga Matilde Dias, é explicável tendo em conta a cultura, ainda enraizada, de predominância do sexo masculino, em que “o homem manda, a mulher obedece”. O primeiro passo, entende, deve ser tomado dentro de casa, com os pais a darem o exemplo e a “estabelecerem limites” e “trabalhando-se o amor próprio”. “A violência não é aceitável, é preciso ensinar os jovens de que os conflitos se resolvem com diálogo”, afirmou, durante a iniciativa promovida pela Federação de Associações de Pais do Concelho de Oliveira de Azeméis.
E o que leva uma pessoa a manter-se numa relação abusiva durante a juventude? Matilde Dias identifica algumas situações frequentes, como a crença de que o companheiro vai mudar de comportamento, a “pressão do grupo” (muitas vezes, o casal partilha os mesmos amigos), a vergonha de contar o que se passa à família ou a amigos ou o medo das consequências face ao término da relação.
Para se evitar um relacionamento pouco saudável ou “tóxico”, deverão ser tidos em conta alguns sinais de alerta, designadamente, a existência de insultos verbais, de críticas negativas suscetíveis de baixarem a autoestima, o isolamento, desinteresse por atividades que anteriormente eram apreciadas ou o baixo rendimento escolar.
“Educar, sensibilizar e prevenir é a única forma de o número de casos diminuir”, defendeu Matilde Dias, realçando que este é um crime público e punido por lei. A psicóloga reforçou que a denúncia pode ser feita de forma anónima, junto da Associação de Apoio à Vítima (APAV), da Comissão Cidadania e Igualdade (CDI), GNR, PSP, ou ainda através das linhas 122 ou 144 (Linha Nacional de Emergência Social).
A violência no namoro integra a tipologia legal da violência doméstica e é criminalizada desde 2007.

 




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