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DIRETOR
EDUARDO COSTA


12-2-2018,
Exclusivo> Importância da rádio lembrada por aqueles que a impulsionaram
“Abriam-nos as portas de casa através da rádio”

Possui um encanto inquestionável, é uma companhia que não incomoda e que, ao mesmo tempo, educa e aconchega. Na data em que se celebra o Dia Mundial da Rádio, Daniel Pintor e Eduardo Costa lembraram como surgiu este meio de comunicação em Oliveira de Azeméis, partilhando algumas peripécias de outros tempos, mas também o simbolismo e o poder que este meio de comunicação ainda tem nos dias de hoje.


Filipa Gomes

No Dia Mundial da Rádio, a Azeméis FM recebeu um dos fundadores da rádio em Oliveira de Azeméis, Daniel Pintor, que em conversa com o diretor da rádio, Eduardo Costa, recordou alguns episódios caricatos deste meio de comunicação em Terras de La Salette.
Foi entre 1982 e 1984 que o bichinho da rádio começou a ganhar expressão em solo oliveirense, funcionando inicialmente de forma clandestina, como rádio pirata. Daniel Pintor, um apaixonado pelo meio radiofónico, não tem dificuldades em evocar alguns dos momentos que o marcaram na década de 80, sem esquecer Ricardo Ferreira, “braço direito na construção de um pequeno emissor” que fez nascer a rádio. “Começámos a colocar música e as pessoas começaram a receber-nos em casa. Abriam-nos as portas de casa através da rádio”, conta o oliveirense, na altura em que surgiu a rádio com o nome Antena Livre.
“Há episódios engraçados”, admite Daniel Pintor. Entre vários programas de música, notícias  e discos pedidos, um episódio ficou-lhe gravado na memória. Envolve um Carocha Volkswagen, a adrenalina de escapar à supervisão dos serviços rádios elétricos, que na altura ‘caçavam’ quem estivesse envolvido com rádios piratas, e um miradouro. “Andavam em cima de nós, a vigiar-nos. Na altura tinha um Carocha Volkswagen e coloquei o emissor dentro do Carocha e fomos para La Salette para o miradouro e estivemos a emitir uma hora lá”, relembra.
Apesar da clandestinidade, a rádio conseguiu aproximar oliveirenses, que demonstravam um claro apreço por quem estava do outro lado do microfone. “Era um grupo de amigos que estavam unidos em torno de nós, sentíamos muito carinho, sentíamos-nos muito aconchegados porque do outro lado estavam pessoas a ouvir-nos”, relata.

Uma equipa unida
pela “paixão pela rádio”
Eduardo Costa, diretor da rádio Azeméis FM, recorda quando a rádio foi profissionalizada, corria o ano de 1989. “Houve um processo de continuação. Decidimos dar mais um passo e criou-se a Rádio Clube de Azeméis, mantendo-se tudo igual. Criámos os estúdios na rua Albino dos Reis, onde estava o Correio de Azeméis e passou a ser 24 horas”, relata. O espírito de quem aqui trabalhou continuou a ser o mesmo, ressalva: “a paixão pela rádio”. Numa nova etapa, foram muitos os que estiveram aos microfones da rádio, uma grande equipa de amantes da música e do poder da voz.

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“A rádio deve ser o meio de comunicação mais importante que temos”
Passados muitos anos, e apesar da evolução tecnológica, Daniel Pintor não tem dúvidas de que a rádio continua a ter um papel preponderante. “A rádio deve ser o meio de comunicação mais importante que temos. Posso estar a ler, posso estar a cozinhar, posso estar a trabalhar e estou a ouvir a rádio. As pessoas não precisam de estar com muita atenção, têm aquele ruído de fundo a preencher. A rádio educa”, considera, acrescentando: “A pessoa anda por toda a casa, mas está sempre a ouvir. A rádio anda sempre atrás de nós e é por isso que ainda há auditório”. Para Eduardo Costa, as novas tecnologias, nomeadamente a internet, vieram dar uma nova força a este meio de comunicação. “Devemos ter mais auditório fora de Portugal do que aqui. Sempre que temos uma quebra na emissão online, temos muitas pessoas do Brasil e de outros países que ligam a avisar. A internet veio dar um novo impulso além fronteiras na rádio”, aponta.

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“Gosto da rádio, desde sempre ouvi. Gosto de ouvir tudo, gosto de ouvir as notícias, gosto desaber o que se passa no mundo”
Irene Pinho

“Gosto de ouvir a rádio, faz-me aliviar a cabeça. Tive um período de depressão e faz-me bem à cabeça. No dia 16 vamos visitar a Azeméis FM, vamos ver como corre a visita”

Luísa Dias

“Costumo ouvir rádio, o desporto, só os relatos. É importantíssimo haver esta ligação com os ouvintes. Prefiro rádio a televisão, ouvir a voz das pessoas é outra coisa. Ouço rádio como há cinquenta anos atrás, todos os dias. Não consigo andar de carro sem ouvir rádio, mas também ouço em casa. A minha companhia é a rádio”
António Soares

“Costumo ouvir rádio a ir para a escola ou em viagem. Gosto de ouvir um pouco de tudo, mas gosto mais de música. Na nossa escola é muito importante, no intervalo toda a gente ouve rádio. Faço parte da rádio da escola”
Joana Xará

“Gosto de ouvir música mas também me rio muito com os programas radiofónicos da manhã”

José Baptista

“Ainda ouço rádio. Pouco, mas ouço. Ouvia muito a rádio noutros tempos. Gosto muito de ouvir programas de desporto, já fui atleta de hóquei. A Azeméis FM faz um bom trabalho e deve continuar. Ouço mais em casa. A rádio é muito importante”

Armando Graça

“Costumo ouvir rádio de manhã e quando chego a casa à noite. Gosto de ouvir as canções mais antigas, a música popular portuguesa. Gosto de ouvir a rádio de Oliveira de Azeméis, para estarmos informados. É uma companhia, mas antes ouvia-se muito mais”

Maria Soares

 




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