Macieirense sem alcatrão para o estacionamento

Desporto Futebol

A Junta de Macieira de Sarnes recusa-se a pedir o alcatrão à Câmara Municipal, que já o terá prometido ao Macieirense para o alcatroamento do parque de estacionamento, por considerar que na freguesia “há uma grande parte das ruas em mau estado”. A Junta garante que não cede a “pressões” nem a “chantagens” e o presidente do Macieirense considera “surreal” a posição da Junta que só a entende por “questões políticas”. A direção do Futebol Clube Macieirense (FCM) quer continuar a melhorar as instalações do Campo do Viso, tal como tem vindo a fazer, e agora a prioridade passa por alcatroar o parque de estacionamento, que continua em terra batida e em tempos de chuva dificulta o acesso dos jogadores até aos balneários. Segundo o presidente do Macieirense, Filipe Marques, a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis terá confirmado ao clube a cedência do material, ficando a mão-de-obra a cargo do emblema de futebol, e tudo parecia encaminhar-se para a concretização de mais uma obra que, de acordo com o dirigente, “só vinha valorizar a freguesia”. Mas, a pretensão da direção do Macieirense esbarrou na Junta de Freguesia, que é quem tem de solicitar à Câmara Municipal os materiais, uma vez que o campo de futebol é propriedade da Junta (ver caixa). “Reunimos com a Junta de Freguesia, que disse que não tinha dinheiro para realizar a obra. Conseguimos negociar uma forma de pagamento mais suave com o possível empreiteiro e, assim, a obra podia ser realizada. Para isso, a Junta só tinha que pedir o material à Câmara Municipal”, explicou o presidente do Macieirense, adiantando que a Junta “negou-se a enviar o email (com o pedido) para a Câmara”. O dirigente desportivo não se conforma com a posição da Junta e revela mesmo que a situação está a “despoletar um problema muito grave” com os pais dos jogadores da formação, que podem vir a retirar os filhos do FCM por “falta de condições” e reconhece que o projeto da Academia “pode estar em causa”. “A freguesia fica beneficiada” Filipe Marques recorda que outros clubes também já solicitaram o alcatrão à Câmara Municipal e dá como exemplo os casos do Carregosense e do Pinheirense. “Nós não estamos a pedir verbas à Junta. Só pedimos que enviem o pedido do material à Câmara e a freguesia fica, mais uma vez, beneficiada com um parque de estacionamento que vai valorizar o recinto desportivo”, reforçou o dirigente. “É surreal uma Junta negar-se a enviar um email para uma associação fazer uma obra que só vinha valorizar a freguesia”, apontou Filipe Marques, acreditando que são “questões políticas” que estão na base da decisão da Junta. Para demonstrar às entidades competentes a importância do alcatroamento do parque de estacionamento do Campo do Viso, a direção avançou com um abaixo-assinado que já reuniu cerca de meio milhar de assinaturas, como revelou ao Correio de Azeméis o presidente do clube. Filipe Marques adiantou que o objetivo passa por atingir as mil assinaturas numa freguesia que, como disse, conta com 1900 habitantes. Obras por realizar em Macieira de Sarnes impedem pedido da Junta à Câmara Contactada a presidente da Junta de Freguesia, Florbela Silva remeteu explicações para o comunicado elaborado pelo executivo que lidera e que “repudia” a publicação do Macieirense na sua página no facebook, onde foi denunciada a situação. Para o executivo, a referida publicação “visa dividir os macieirenses”. No comunicado, a Junta recordou que das dez obras indicadas, a pedido da Câmara Municipal no início do mandato, como prioridades para freguesia, sete estão ainda por realizar e lembrou também o investimento feito no Campo do Viso nos últimos anos. “Dos cerca de 260 mil euros investidos no campo de futebol pelo erário público, 120 mil euros foram pagos pela Junta de Freguesia. Há mais associações e coletividades na freguesia que também têm as suas prioridades”, refere o comunicado, no qual o executivo justifica a sua posição face ao pedido do clube. “Ao solicitarmos, uma vez mais, massa asfáltica para o parque de estacionamento do Campo do Viso, enquanto temos uma grande parte das ruas em mau estado, não seria um ato consciente, prudente e correto da nossa parte”, pode ler-se no documento onde o executivo macieirense garante “não ceder a qualquer tipo de pressão ou chantagem vinda de qualquer parte”.

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