“Deveria ser muito fácil estarmos felizes”

Concelho Saudável(mente) com a Dr.ª Fanny Martins

(#Episódio1)

Saudavel(mente) é o novo programa da Azeméis TV/ FM, com a Dr.ª Fanny Martins, hipnoterapeuta, que promete levar até aos nossos ouvintes, as melhores dicas e reflexões que potenciem a saúde emocional e mental.

Com análise de vários temas e, principalmente, com o objetivo de que cada um se questione e inicie uma caminhada de autoconhecimento e autoanálise, para se sentir melhor emocionalmente e, consequentemente, fisicamente. O primeiro, intitulado ‘É fácil ser mais feliz’, pretende desenvolver o tema da felicidade e da sua relação direta com a comparação, uma “armadilha” que dificulta todo o processo. “A comparação é muito boa para a sobrevivência, mas muito má para elevarmos a nossa fasquia de felicidade”, referiu Fanny Martins. 

O nosso ADN “egoso”: Porquê que é tão difícil alcançar ou maximizar a felicidade?
“No nosso dia-a-dia adotamos comportamentos e pensamentos que minam o processo de aumentar a nossa felicidade. Uma das armadilhas que dificultam esse processo é a comparação. A comparação existe desde que nós nascemos e coexistimos uns com os outros (…) A comparação é uma estratégia do ego e está no nosso ADN, e este ego é muito maroto e tem muitas estratégias que minam a nossa felicidade”.

“A comparação permite-nos sobreviver”
“Por exemplo, eu sei que se atravessar a estrada e vier um carro na minha direção algo de mal de me vai acontecer, porque já aconteceu a alguém. Então eu comparo-me e fujo da situação. Neste caso a comparação é positiva (…) O medo é protetor porque, apesar de ser uma emoção que pode ser muito limitadora e constrangedora, é graças a ele que sobrevivemos”. 

A influência positiva e negativa das redes sociais
“Abrimos o Instagram e o Facebook e temos acesso à vida do outro e a vida do outro leva-nos à comparação e a queremos o que o outro tem. Parece que estamos sempre a viver a vida do outro e não nos centramos nas nossas potencialidades (…) Para além disso, inscientemente, comparamos a potencialidade do outro com a nossa fragilidade”.
A importância da tomada de consciência
“Se eu tiver consciência eu posso alterar o meu comportamento e alterando o meu comportamento altero, também, o meu modo de viver e a forma como me posiciono na vida”. 

Na prática, o que podemos fazer?
“Se eu quero ser mais feliz tenho de ser eu a promotora da mudança. Temos de estar atentos. Devemos deixar de nos compara com o outro, porque não é com o outro que temos de nos comparar, é connosco próprios. Podemos ver o outro como uma referência ou exemplo, mas o diálogo interno é o que deve prevalecer (…) Também na escola os professores devem evitar fomentar a comparação entre os alunos, tal como eu casa os pais para com os filhos”.

> A opinião da Dr. Fanny Martins
Parar de comparar
Ser mais feliz é fácil. Primeiro passa pela tomada de consciência que adotamos pensamentos e comportamentos que comprometem a nossa felicidade, e depois, passa por assumir a atitude de mudar esses mesmos pensamentos e comportamentos.  Comparar é um desses comportamentos.
As redes sociais facilitam muito o acesso ao mundo dos outros, ou melhor, ao mundo que os outros escolhem mostrar-nos, e com isto, a arte de comparar está cada vez mais aprimorada, pintando uma tela cada vez mais universal. Se nos analisarmos, vamos perceber que nos comparamos e muito. Comparamos o nosso modus vivendi, o relacionamento, a empresa, o projeto, a forma física, entre outros. Acontece, que quando me comparo, comprometo a visão que sou única e especial, bem como a consciência que todos nós sem exceção, temos potencialidades e fragilidades.
Comparar pode diminuir a auto-estima, e entorpecer a nossa capacidade de superação, pois comparamos as potencialidades do outro com as nossas fragilidades e logo aí estamos a perder. Pode e deve comparar-se, mas consigo próprio/a, com o seu último desempenho, com o resultado do seu último objetivo alcançado e a partir daí definir novas metas. Inspire-se com os outros, mas não se compare com eles. 
Uma dica é lembrar-se que a própria palavra com_parar o “manda” parar. 
Penso na natureza como mestre e “(...) uma flor não pensa em competir com a flor ao lado, ela apenas floresce”. Seja a melhor versão de si e floresça para uma vida mais feliz. 
Envie sugestões de temas que gostava de ver discutidos para: [email protected]

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