Igreja Matriz renovada

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Projeto de requalificação avaliado em 400 mil euros

A Igreja Matriz é um dos lugares centrais das celebrações em honra de Nossa Senhora de La Salette. Além de ser local de chegada e partida das procissões, é na igreja que se realiza a missa solene e a novena da semana festiva. Este ano, em particular, aliado ao retomar das tradicionais romarias, o lugar religioso atrai particular interesse pela reabertura, após nove meses de obras de requalificação. A cerimónia contou com a presença do Bispo do Porto, D. Manuel Linda, que procedeu à inauguração do altar e restante espaço litúrgico renovado.

Samuel Santos - Foto Ferreira
Sobre o mote das pedras vivas, o padre José Manuel Lima, mais conhecido por Zé Manel, recorre à analogia para relacionar o tratamento das pedras da igreja com a evolução humana. No processo de reavivar os materiais constituintes da igreja, o pároco lembra os problemas no pavimento e a identificação de “uma natureza de fungos nas pedras e madeiras”, o que poderia prejudicar a saúde pública. Ademais, os estudos técnicos aconselharam a estender a empreitada ao perímetro exterior, opção ignorada nas intervenções passadas, frisa o padre Zé Manel. Visto que entende como competência da câmara municipal auxiliar a requalificação de um edifício de interesse público, o pároco acordou com o executivo a verba para as obras em redor da Igreja Matriz: 47.680 euros.
Os pormenores técnicos são explanados no próximo artigo pela voz da arquiteta Ana Isabel Costa e Silva.
Segundo o pároco, os contributos provenientes das empresas oliveirenses foram alcançados após “um caminho lento”. Certo de que seria incapaz de recordar instantaneamente todos os colaboradores, elencou a Simoldes, a Azemad, a Escola Livre de Azeméis, a Isola Mais e a Contralex enquanto parte das firmas que auxiliaram a obra monetariamente, logisticamente ou por via da mão-de-obra. Por outro lado, a organização de diversas iniciativas permite incluir a comunidade no financiamento das obras. Entre noites de fados, caminhadas solidárias, grupos de amigos, mealheiros da catequese e ajuda de anónimos, o padre Zé Manel agradece “as migalhas de todos”. Faltam colmatar 100 mil euros.
Doravante, a Igreja Matriz de Oliveira de Azeméis abre as portas também durante as tardes de domingo. No sentido literal e figurado. O pároco aponta à “igreja do futuro, de que existe onde eu estiver”, mas lembra a importância de frequentar o lugar de oração, a fim de concretizar a dimensão objetiva e comunitária da fé, “quando estou com o outro e com o plenamente Outro”. Por fim, o padre Zé Manel endereça o convite para três momentos: a missa solene na manhã de domingo (dia 14), presidida por D. Carlos Azevedo, bispo delegado ao conselho pontífice da cultura, em Roma; a Procissão do Triunfo, que principia às 18h; e a missa campal no parque de La Salette às 11h de 15 de agosto, aproveitando o feriado municipal e nacional para encerrar a vertente religiosa das festas em honra de Nossa Senhora de La Salette.

Bispo do Porto presidiu eucaristia de inauguração da requalificação da Igreja Matriz
“Estou muito feliz, como responsável máximo da diocese do Porto, inaugurar esta igreja. Quando os antigos fizeram esta igreja, fizeram-na em condições económicas bem mais difíceis do que as de hoje. Naquela altura às vezes era preciso dividir uma sardinha para dar para duas pessoas. Mas não quer dizer que hoje o dinheiro seja assim abundante sem mais nem menos, mas de qualquer maneira temos melhores condições. Ora, recuperar, reabilitar e modernizar os equipamentos que temos, neste caso um equipamento religioso, e transmiti-lo às novas gerações, é uma espécie de agradecimento aqueles antigos que tanto sofreram para fazer isto e o fizeram com tanta beleza e alegria (…) A transformação desta igreja vai ao encontro com as normas que hoje regem a nossa vida litúrgica. No princípio, há 200/300 anos, era costume pôr como centro de gravidade aquele altar mor, onde os sacerdotes celebravam de costas para as pessoas, mas hoje não, hoje a litúrgica não permite isso. Hoje todo o povo de Deus participa na mesma celebração, embora presidida por um sacerdote. Por isso, o altar deve estar muito mais próximo da assembleia e o sacerdote não deve estar de costas para os fiéis, mas sim com eles e rezando por eles (…) Esta obra vem dar cunho áquilo que é uma preocupação da igreja, a compreensão do mistério e de o tornar arte (…) Para os paroquianos de Oliveira de Azeméis, a certeza de que deu um salto a nível económico, industrial e da tecnologia espantoso. Aqui as pessoas vivem bem e é um centro de referência a nível nacional. Que este desenvolvimento económico seja sempre acompanhado por um desenvolvimento em todos os âmbitos, tais como a alegria de viver, na coesão das famílias, na boa relação social e uma dinamização cada vez maior da fé e da paróquia”. 
Manuel Linda, Bispo da diocese do Porto, em entrevista à Azeméis TV/FM
 

A obra do presente para o imediato 
Acompanhado pela Comissão da Fábrica da Igreja, do Conselho Económico e da Comissão Permanente, o padre Zé Manel admite que garantir o financiamento e intervenção no exterior foi “a maior motivação” para pensar na totalidade da obra. O processo burocrático exigiu a partilha do projeto com a Direção Regional de Cultura e Norte, assim como a constituição de serviços de arqueologia e de antropologia, pois o edifício foi, outrora, cemitério. Além disso, os estudos técnicos e a atribuição de licenças atrasaram o desenvolvimento dos trabalhos. Não obstante, nove meses de esforço e múltiplas sinergias permitiram concretizar as seguintes intervenções:
- No exterior – 47.680 euros;
- No pavimento interior – 100 mil euros;
- No altar, ambão e banco da presidência – 13.500 euros;
- Reordenamento dos jardins e iluminação do edifício – subsídio atribuído pela CMOAZ, cerca de 100 mil euros;
- O projeto total está avaliado em 400 mil euros.
- Trabalhos de manutenção na talha e nas imagens religiosas podem ser equacionados nos próximos anos. Porém, revela o padre Zé Manel, a prioridade futura é reabilitar o órgão de tubos, a fim de ser utilizado em plenitude pelos elementos da paróquia “com qualificação musical e litúrgica”.

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