“Nem em países de terceiro mundo existem acessos tão maus”

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EMPRESÁRIOS LAMENTAM DEGRAÇÃO DA LIGAÇÃO ENTRE A ZI DE CESAR E CARREGOSA

A Avenida Ferreira de Castro liga a zona industrial de Cesar à zona industrial de Carregosa. Ao Correio de Azeméis, empresários de ambas as freguesias lamentaram a “degradação” da via, que se encontra “perigosa” e limita o “bom funcionamento das empresas”, assim como o investimento de outras. Para além disso, elencaram a “falta de rede de água e saneamento” que piora o cenário e leva algumas a considerar “sair da zona”.

Em entrevista ao Correio de Azeméis,, vários empresários da zona industrial de Cesar e     da zona industrial de Carregosa descreveram o cenário negativo das infraestruturas que servem as suas empresas. António Bastos, da Coolgray, sediada em Carregosa, referiu que “o mau estado da estrada afeta toda a estrutura pois coloca em perigo, para além da segurança dos condutores, o bom funcionamento dos carros”, e leva a custos para a empresa na sua frota e para os colaboradores. “Numa visão mais extremista, os níveis de engagement dos colaboradores podem descer, levando-os a procurar outros empregos onde não seja necessário alocar uma fatia tão grande da massa salarial para compor danos nas suas viaturas”, explicou. 
Apesar de serem duas zonas industriais com localização privilegiada e estratégica, devido à proximidade à A32, a falta de infraestruturas são um fator repulsivo para possíveis investimentos. “Os investimentos ao nível individual são extremamente avultados, por isso as decisões têm de ser altamente ponderadas (…) Existem zonas industriais com condições muito mais convidativas a um possível investimento”, referiu António Bastos. 
Para alem da “qualidade danosa das estradas”, “a rua não possuí qualquer tipo de rede de águas ou saneamento, o que constitui um grave problema de saúde pública”. 
Os empresários consideram urgente existir uma requalificação e investimento nos espaços industriais de concelho que “depende muito da indústria”. “Os concelhos e freguesias só crescem se houver população, e a população precisa de emprego para subsistir. Com o crescente aumento dos preços dos combustíveis e as preocupações de work-life balance, a distância ao trabalho pode ser algo muito importante e, se a autarquia continuar a negligenciar as suas redes de infraestruturas, o investimento vai diminuir, o emprego tende a diminuir e as pessoas são obrigadas a partir para outras localidades fazendo regredir o meio em questão”, considerou António Bastos, da Coolgray, em declarações ao Correio de Azeméis.

 

Empresários pensam em sair do concelho 
Em entrevista ao Correio de Azeméis, Francisco Vasconcelos, do departamento financeiro da Moldmak, referiu que “nem em países do terceiro mundo existem acessos tão maus a ligarem zonas industriais do mesmo tipo”. O empresário confessou que a falta de condições e infraestruturas já levaram a considerar a mudança de zona. Para além disso, lamentou a má imagem que transmitem aos clientes estrangeiros: “Somos uma empresa que exporta a maioria dos produtos e estamos constantemente com visitas de entidades estrangeiras o que causa muito má impressão, além da dificuldade de os meios de transporte cá chegarem sem queixas devido ao estado do pavimento”. 


“Remendos em todo o lado e valetas que parecem cavadas por rios”
Filipe Ferreira, gestor da Perfectform, afirmou que a Avenida Ferreira de Castro “é uma antiga estrada de ligação que nunca foi preparada para a quantidade de tráfego que tem atualmente”. “Temos camiões diariamente a chegar e a partir e temos clientes que já tiveram os vidros dos seus carros partidos por pedras soltas que são projetadas por camiões. Além disso, os próprios colaboradores sofrem com danos nos seus carros”, referiu o gestor da empresa. Filipe Ferreira considera que “nem a estrutura viária, nem a estrutura de saneamento básico e água acompanham o investimento e crescimento realizado pelas empresas”.  “Conheço empresas que acabaram por sair do concelho para investir noutros porque lhes são oferecidas melhores condições, quer de infraestrutura quer até mesmo económicas”, concluiu o gestor da Perfectform em declarações ao Correio de Azeméis. 


Polisport já “reuniu” com a câmara
Ao Correio de Azeméis, o diretor financeiro da Polisport, Paulo Rodrigues, referiu que a “elevada circulação de pesados exige um pavimento que permita a circulação regular deste tipo de veículos”. Para além disso,  “o mau estado da estrada aliado à falta de estacionamento, sinalização, passadeiras e passeios para circulação dos peões pode dar origem a acidentes graves”. Paulo Rodrigues garantiu que a empresa já reuniu com o executivo para “sinalizar o problema e encontrar uma solução”. “Abordamos ainda o tema da iluminação e o saneamento, condição básica nos dias de hoje”, acrescentou. 

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