Pais - os super poderosos da humanidade

Saudável(mente) com a Dr.ª Fanny Martins

(#Episódio 6)

Como hipnoterapeuta, sei, que é na primeira infância que adquirimos grande parte dos nossos padrões comportamentais, das nossas crenças, das nossas formas de agir e interagir com nós próprios e com os outros.

A forma como, enquanto pais, educamos os “nossos” filhos e filhas vai determinar em grande parte a forma como eles se vão comportar na sociedade, e isto acontece naturalmente, porque enquanto humanos funcionamos muito em espelho com o que vemos, com o que percecionamos, com o que sentimos, com tudo o que nos rodeia e a esfera familiar é o primeiro grande sistema que integramos, desde o primeiro fôlego, colo, choro, mimo, e por isso é o primeiro grande responsável pelo que nos tornamos no futuro. 
Hoje passo para promover a reflexão: “Que valores estamos nós a ensinar aos “nossos” filhos? Com as nossas palavras, mas essencialmente com os nossos comportamentos. O que andam eles a aprender connosco? Muitas vezes queixamo-nos que os “nossos” filhos não são amorosos, não são compreensivos, são acelerados, pouco empenhados, entre muitos outros floreados e por vezes maldosos adjetivos que poderia dar como exemplo. E quando nos queixamos estamos por vezes tão alienados, que não percebemos que a constatação destes comportamentos são um repto incrível para nos fazer questionar sobre nós. Procurar na autoanálise se na verdade somos amorosos, compreensivos, calmos e empenhados, como gostaríamos que eles fossem. Pensem comigo, não é normal quando uma criança entra numa turma nova e é gozada ou posta de parte. Não é normal quando uma aluna entra no primeiro ano do segundo, terceiro ciclo, ou faculdade e tem de ser súbdita dos mais velhos. Não é normal um miúdo quando entra numa nova equipa os outros gozarem com ele, intimidarem-no, ou baterem-lhe para ele saber qual é o lugar que ele ocupa. Não, não é normal por insegurança maltratarmos, superiorizarmo-nos, mas a verdade é que acontece. E quando analisamos pais e mães percebemos por vezes que eles estão tão magoados, mal resolvidos porque provavelmente também eles foram gozados, maltratados, desvalorizados, inferiorizados, que nas suas palavras pronunciam “faz-te forte mas é... os homens não choram”. “é isso mesmo, dá-lhe um encosto que é para aprender quem manda” “se ela goza contigo gozas também”. Ainda ouço muito isto de pais, mas por outro lado também ouço “não percebo, ele era tão atencioso” “ele era tão educado” “ela antes tinha tantos amigos”, e ambos os polos não estão dissociados.
Paremos connosco e para nós, para sim começarmos a ser os superpoderosos da humanidade, porque é mesmo verdade que podemos ter esse poder. Ser super heróis reais, que trabalham o EU para depois ensinarem os filhos e filhas a serem, também eles, superpoderosos da humanidade.

 

8 escolhas para pais conscientes do seu poder 

  1. - ser exemplo de auto amor partilhando-o, ensinando-o e incentivando-o
  2. - ensinar pela empatia e pela positividade (todos somos únicos e especiais) 
  3. - excluir a violência e hostilidade do eu e na interação com o outro
  4. - ensinar o reconhecimento das qualidades do eu e dos outros
  5. - ensinar a aceitação e o perdão dos defeitos do eu e dos outros
  6. - ensinar e praticar o “vive e deixa viver”
  7. - comparação e superação do EU e só do EU
  8. - ensinar para a consciência da responsabilidade da escolha. 
     

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