Rede de tráfico desmantelada e 14 detidos

Pinheiro da Bemposta Destaques Concelho

O ‘cérebro’ da rede funcionava no Pinheiro da Bemposta

Quatro dos 14 detidos na megaoperação de combate ao tráfico de estupefacientes, nos distritos de Aveiro e Porto, ficaram em prisão preventiva depois de terem sido ouvidos em primeiro interrogatório. A maioria dos indivíduos detidos é de Pinheiro da Bemposta.

O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Oliveira de Azeméis desencadeou uma operação policial, nos dias 14 e 15 deste mês, que levou à detenção de dez homens e quatro mulheres, com idades entre os 19 e os 56 anos, pelo crime de tráfico de estupefacientes no concelho de Oliveira de Azeméis e Albergaria a Velha.
No âmbito de uma investigação por tráfico de estupefacientes, que decorreu durante 18 meses, a GNR concluiu que os suspeitos operavam em rede, dedicando-se à comercialização do estupefaciente na zona de Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha depois de adquirirem o produto no Porto.
No decorrer das diligências de investigação foi dado cumprimento a oito mandados de detenção e 24 mandados de busca, 18 domiciliárias e seis em veículos, que culminaram com a detenção dos 14 suspeitos e com a apreensão do seguinte material: 600 doses de haxixe; 320 doses de cocaína; 210 doses de heroína; 87 doses de canábis; 25 mil euros em dinheiro; dois carros e duas motos; uma arma de airsoft; diverso material utilizado no corte, tratamento e embalamento do produto estupefaciente; bem como diverso material furtado.
“O produto era adquirido no Porto, era transportado por um elemento da rede para os concelhos de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis, em particular na freguesia de Pinheiro da Bemposta, era distribuído por elementos operativos desta rede criminosa que depois se encarregavam da comercialização do produto junto dos consumidores locais”, explicou o Capitão José Magalhães, esclarecendo que os detidos, paralelamente ao tráfico, dedicavam-se também a furtos e roubos “para com isso poder obter lucros monetários para posteriormente voltarem a adquirir produto estupefaciente”. O responsável pelo posto de Oliveira de Azeméis revelou ainda que os suspeitos são desempregados ou trabalhadores na construção civil. O material recolhido foi apreendido nos diversos locais onde foram efetuadas as buscas, nomeadamente nas cidades do Porto, Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis (Pinheiro da Bemposta).

“Retomado sentimento de segurança na população”
Decorridos 18 meses de investigação e de trabalho levado a cabo pelo Núcleo de Investiçação de Oliveira de Azeméis, a GNR acredita ter desmantelado “uma rede organizada local fortemente dedicada ao tráfico de estupefacientes, em particular no concelho de Oliveira de Azeméis e na freguesia de Pinheiro da Bemposta”. O Capitão José Magalhães acredita que este desfecho na megaoperação terá contribuído “de forma decisiva para o retomar de um sentimento de segurança da população local que, com a atividade que estes indivíduos levavam a cabo, havia sido retirado já há algum tempo”. Recorde-se que, paralelamente à atividade da comercialização do produto de estupefaciente, os detidos dedicavam-se também a furtos e “já vinham causando algum sentimento de insegurança na população”.

Quatro ficam em prisão preventiva
Quatro dos 14 suspeitos detidos no âmbito da megaoperação desencadeada pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Oliveira de Azeméis de combate ao tráfico de estupefacientes ficaram em prisão preventiva depois de terem sido presentes a primeiro interrogatório judicial no tribunal de Santa Maria da Feira. O juiz de Instrução Criminal de Santa Maria da Feira decretou ainda que dois suspeitos ficam obrigados a permanecer na habitação, com pulseira eletrónica, e outros dois ficam com medidas de apresentações bissemanais no posto policial da área de residência, nomeadamente no posto da GNR de Oliveira de Azeméis. Foram ouvidos outros três suspeitos, que acabaram por sair em liberdade com termo de identidade e residência. Já na terça-feira, três mulheres tinham sido ouvidas pelo Ministério Público e, no final, saíram também em liberdade com a medida de coação de termo e identidade e residência.

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