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Correio de Azeméis

14 Mar 2022

Zonas industriais foram o foco da assembleia municipal

Reuniões de Cãmara e Assembleia Municipal

> PRESIDENTE DA CÂMARA DIZ QUE OBRAS NA ZI DE LOUREIRO DEVEM ESTAR CONCLUÍDAS EM “DOIS OU TRÊS MESES”

Depois de nos últimos meses se ter assistido ao escrutínio exaustivo do atraso nas obras da zona industrial de Loureiro, o assunto voltou a ser fortemente discutido em Assembleia Municipal. Rita Costa (PSD) reforçou o descontentamento dos empresários, as “condições inaceitáveis de circulação”, a “falta de organização” e a “lentidão da obra”. O presidente da autarquia, Joaquim Jorge, avançou que o executivo conta que a obras estejam concluídas em “dois ou três meses”.

“Devolver dignidade às empresas”
Creio que as obras n a AAE de Ul/Loureiro estarão próximas da sua conclusão. Tal é para mim uma grande satisfação enquanto presidente de junta de Loureiro. Mais importante do que isso é saber que vamos aliviar os constrangimentos e devolver às empresas alguma da dignidade que merecem. Vamos dizer obrigada a todos os empresários que fizeram a escolha de ali se instalarem apesar das condições não serem as melhores. 

Rua Almas da Moura: “É preciso encaminhar as águas pluviais e requalificar o piso”

“A Rua Almas da Moura, onde a Travessa da Moura vai entroncar, e que serve um conjunto de empresas, das quais permitam-me destacar a Novaarroz e a Moldit. Duas empresas exportadoras, que dão trabalho a cerca de 400 pessoas e que terão uma faturação na ordem dos 48 milhões de euros por ano (...) O que venho pedir é que o senhor presidente tenha em atenção o acesso a este conjunto de empresas, pois está muito degradado e causa transtorno a todos os que tenham de utilizá-la. Para além disso, causa uma má impressão a todos aqueles que visitam as empresas, sobretudo os clientes estrangeiros e que não estão habituados a ver estas condições de acesso.  É urgente fazermos um encaminhamento de águas pluviais e proceder à requalificação do piso. Estas empresas merecem que olhemos para elas com olhoos que sabem ver.”
josé queirós, presidente da junta de freguesia de loureiro

“Semamos muitos problemas do passado”

“Somos um concelho com muitos desafios, e, às circunstâncias do presente, somamos muitos problemas do passado que não resolvemos. Dissemos muitas vezes que esperávamos o tem
po em que podíamos discutir obras. Aí está. Esperávamos o tempo em pudéssemos assumir as nossas opções e mostrar que quando se é responsável pela gestão, e quando se faz gestão de forma séria, todos os assuntos podem ser discutidos com franqueza, até este que pensam que é difícil para nós, mas não, não é (…) Finalmente há obras falar discutir, para criticar e até, em alguns casos, para se fingir que não se conhece o histórico. Não há dúvidas que as zonas industriais, a qualidade do espaço industrial, a necessidade desse espaço e os acessos, são hoje assumidos como uma necessidade por todos. Mas nem sempre foi assim”. 

“Temos Zonas Industriais com necessidades 1.0”

“Não nos peçam [ao PS] que aceitemos agora que um conjunto de pessoas responsáveis por problemas seríssimos que ainda hoje temos de lidar e não devíamos, se façam de esquecidas das razões nos trouxeram precisamente à discussão dos problemas que estamos a enfrentar. Dou um exemplo simples, toda a gente percebe quais é que são as debilidades que ainda temos de enfrentar. Bem que podemos falar em 5G, indústrias 4.0, sociedade 5.0. Há muitos municípios que já estão nessa fase, e bem, mas nós estamos ainda nas necessidades 1.0. Temos zonas industriais sem água, sem saneamento, sem ETAR’s e sem vias de acesso, e não sei se as pessoas têm noção disso.” 
Bruno Aragão, PS

O “descontentamento dos empresários”

“O único acesso à AAE de Ul/ Loureiro apresenta condições inaceitáveis de circulação. Após o início das obras assistiu-se a diversos períodos de paragem, neste momento, as obras na faixa principal de acesso estão praticamente paradas há mais de dois meses. Assistiu-se ao retomar dos trabalhos recentemente, depois de muita divulgação e contestação na comunicação social, mas as obras continuam a um ritmo lento, desorganizado e sem fim à vista. Parece assistir-se a uma clara falta de planeamento, uma vez que foram iniciados trabalhos em diferentes vias simultaneamente, sem que fosse prevista uma faixa de circulação para as centenas de pessoas que se deslocam para o seu local de trabalho (…) Não é esta a imagem que queremos dar dos oliveirenses e do tecido industrial de Oliveira de Azeméis”
Rita Costa, PSD

“Evitar a deslocalização e promover o investimento”

“Decorrente da situação das zonas industriais, com o consequentemente impacto negativo na economia e no emprego, na coesão social e empresarial local, e o alarme social criado, como a participação de vários empresários na comunicação social, o município tem obrigação de reconhecer a necessidade de serem adotadas medidas excecionais e temporárias de emergência social e económica municipal, para além das que já realiza, de mitigação da crise social económica, visando minimizar os efeitos que a situação concreta acarreta. Estes podem provocar a falta de investimento no nosso concelho e a deslocalização para concelhos vizinhos. A câmara municipal tem de ter capacidade para acompanhar a dinâmica dos empresários e que não pode haver investidores que construíram as suas fábricas num local que não tem acesso capaz. É inaceitável. Azeméis é indústria, são empresários empreendedores, geradores de riqueza e de impostos”.  

A “falta de arrojo ao nível do investimento” nas Zonas Industriais e a “perda de competitividade” 

“Obviamente que a criação de boas acessibilidades e devidamente estruturadas é reconhecido a nível nacional e internacional como terreno fértil para o investimento e para o crescimento de empresas e indústrias. Com estes enquadramentos industriais, criam-se condições de excelência para a instalação de mais empresas no nosso concelho, o que significa mais emprego, mais qualificação e mais qualidade de vida. Através desses investimentos estaríamos a providenciar um ambiente ideal para o sucesso da atividade empresarial (…) O que queremos concluir é que há uma falta 

de arrojo ao nível do investimento, e uma consequente perda de competitividade. Esse investimento que urge, e é mais prioritário do que o investimento intempestivo nos imóveis e equipamentos públicos sediados na sede do concelho, permite reforçar a competitividade territorial e promover a atração e fixação das empresas do nosso concelho, favorecendo um desenvolvimento mais equilibrado do tecido produtivo e social”. 

Autarquia não concorreu ao fundo do PRR para tornar zonas industriais mais verdes e mais digitais: “As necessidades que Águeda vai suprir não são também as nossas?”

“ O que o senhor presidente diz é que nós não fizemos nenhuma candidatura ao PRR neste domínio, porque esta não era uma necessidade do município e porque não eramos elegíveis (…) O município de Águeda ficou em primeiro lugar e recebeu uma comparticipação de 20 milhões de euros, tudo a fundo perdido. Águeda vai utilizar o dinheiro em: 17 milhões para a instalação de um sistema de produção e armazenamento de energia renovável, para autoconsumo e construção de uma estação de fornecimento (…) e três milhões para implantação de postos de carregamento de energia elétrica e para fortalecer as comunicações em 5G. Faço esta pergunta e queria que o presidente fosse claro na resposta: Nós [Oliveira de Azeméis] não tínhamos estas necessidades também, tal como qualquer outro município?”. 
Fernando Pais Ferreira, PSD

 

 

Joaquim Jorge esclarece: 
“Temos previstos 12 milhões para investir em zonas industriais”
“Mais do que elencar aquilo que foi feito ou ficou por fazer é aquilo que se prevê investir nos próximos quatro anos. Portanto, estão previstos no nosso orçamento 12 milhões de euros para investir nas zonas industriais, sendo que o mais exponencial, uma vez que é estratégico para o concelho, é o da ZI de Loureiro (…) A este investimento, soma-se uma redução da taxa de IMI, um fator de competitividade importante, a criação de duas respostas de empreendedorismo, a isenção das taxas de licenciamento urbanístico para as empresas que se instalem no concelho (...)”

“Esperávamos o tempo em que teríamos obras para discutir” 
“Felizmente hoje falamos de constrangimentos em obras e não da falta delas. Está a dizer-me que os empresários se sentem defraudados com as promessas que tiveram quando se instalaram naquela zona industrial. Mas quem fez essas promessas? Não foi este executivo. Nós estamos a procurar resolver tudo aquilo que lá foi deixado. Estamos a investir na requalificação das zonas industriais e a criar condições para que elas sejam dignas desse nome.” 

“Nunca perdemos um único cêntimo de fundos comunitários”
“Eu nunca disse que não tínhamos necessidade deste tipo de intervenções. O que disse foi que nós, sempre que fosse possível, concorríamos a todas as candidaturas (…) Esse investimento de Águeda e outros pelo país, acontecem quando se reúnem condições para tal. O PRR não terminou, ainda agora arrancou, e esperamos que surjam novos avisos para candidaturas a zonas industriais que permitam resolver aquilo que consideramos mais premente. O que importa agora resolver em Loureiro são coisas como um simples asfaltamento das vias, o encaminhamento das águas pluviais, e o acesso digno, para satisfazer necessidades básicas dos empresários”. 

 

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